06 maio 2013

LETRA DA VALSA DE ESPERANTINA

Valsa de Esperantina
Letra de Antonio Otávio de Melo
Tantas saudades em tenho
De ti, minha gentil Esperantina
Que às vezes, sonhando venho
Rever a luz de doce paz que te ilumina.
Nas asas de um querubim
Quero adejar-te a genetriz divina
Sentindo trescalar, bem próximo de mim,
O aromal de tuas matas que alucinam


REFLÃO
Recordo com loucura
Meu tempo de criança
Minha vida tão mansa
Vivida com ternura...
Das doces melodias
Que embalaram meus dias
Tão cheios de doçura,
Só restam nostalgias.


Jamais eu posso esquecer
Tuas margens meu rio longá
Do bramir tão forte que vem de lá
De tua cachoeira
Reboando na ipueira,
Na mais bela orquestração de amor
Em teu alvorecer.
Fim...
Guanabara, Rio de Janeiro – 1967
Poemas e sonetos e outros versos, Rio de Janeiro, 1967.








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