25 junho 2012

Histórico da cidade de Esperantina


Histórico

 A história do município de Esperantina data do século XVIII, quando chegou à margem esquerda do Rio Longá, o Capitão-Mor português Antônio Carvalho de Almeida, natural da Vila de Linhares em Portugal, filho de Belchior Gomes da Cunha e Isabel Rodrigues. Militar, veio para o Brasil na companhia de seu irmão Manoel Carvalho de Almeida, para servir à coroa portuguesa, sendo na guarnição da Bahia.
Da Bahia veio para o Piauí para colonizar terras no vale do Longá, Antônio Carvalho de Almeida, que foi o primeiro habitante das levas de São Gonçalo, sendo que em 1706, passou para a margem esquerda do Rio Longá findando, nesta data, uma fazenda de gado vacum. Seu filho e herdeiro, Miguel Carvalho e Silva, trinta e três anos após a colonização da fazenda, se dirigiu ao Capitão General do Estado do Maranhão a que a província do Piauí estava subordinada, pedindo que o governador lhe concedesse a dita fazenda, situada no Sítio da Boa Esperança, em sesmaria.
O governador do Maranhão-Grão-Pará, João de Abreu Castelo Branco, em nome de sua majestade o rei de Portugal, repassou a Miguel Carvalho e Silva a dita fazenda com o Sítio da Boa Esperança, em carta de data e sesmaria a 13 de julho de 1739.
Outros colonizadores como Antônio Carvalho de Almeida e Antônio Carvalho de Castelo Branco, tendo herdado as datas: Vitórias e Tranqueira de seu tio, Pe. Thomé de Carvalho e Silva, Vigário da Mocha, também requereram do governador da província do Maranhão as datas em sesmarias e a eles foram concedidas a 13 de julho de 1739.
Miguel Carvalho e Silva era filho legítimo de Antônio Carvalho de Almeida e de sua mulher Dona Maria Eugênia de Mesquita Castelo Branco. Nasceu em Jacobina Velha, na província da Bahia e foi educado em colégio jesuíta em Salvador, recebendo uma educação esmerada. Aprendeu português, latim, geografia, física e matemática, repassando aos filhos os conhecimentos humanísticos adquiridos. Casou-se com Ana Rosa Clara Castelo Branco, e foram residir na fazenda Taboca, onde constituíram família. Entre seus descendentes, destacam-se os filhos: Leonardo de Nossa Senhora das Dores Castelo Branco, antes Leonardo de Carvalho Castelo Branco, mudança feita devido à grande devoção a Nossa Senhora das Dores. Casou-se com Judite da Mãe de Deus Castelo Branco. Fundou a Fazenda Limpeza, que sucumbiu devido ao abandono de Leonardo à família, com seu envolvimento político na Guerra da Independência, na Confederação do Equador e em sua obsessão de construir o moto-contínuo.
Mariano de Carvalho Castelo Branco, tenente-coronel que fundou a Fazenda Olho d’água, foi casado com Rosa Maria Pires Ferreira. Combateu os balaios em Buriti dos Lopes.
Miguel de Carvalho Castelo Branco, grande poeta. Fundou a Fazenda Chapada da Limpeza, casou-se com sua sobrinha Rosa Maria Castelo Branco, cuja união nasceu o poeta popular Hermínio Castelo Branco.
João Antônio dos Santos, também colonizador, após tomar parte na demarcação das terras, tomou-se fazendeiro, possuidor da fazenda Tabuleiro do Urubu, onde edificou casa, currais e tanques com a finalidade de curtir couro de gado bovino.
Na época de estiagem, os fazendeiros do Sítio da Boa Esperança começaram a fazer o retiro do gado das fazendas para a margem do rio, um lugar úmido e agradável que passou a chamar-se Retiro da Boa Esperança.
Em 1830, Francisco Xavier Moreira de Carvalho construiu as duas primeiras casas de telha no povoado. E em 1843 deu inicio à construção da capela dedicada a Nossa Senhora da Boa Esperança. A capela foi concluída em 1847, por Domingos Moreira Carvalho, filho de Xavier.
Em 1849, chegam novos moradores como Leonardo Quaresma dos Santos e seu genro José Francisco de Carvalho que edificaram novas casas residenciais. Em 1859, Leonardo de Nossa Senhora das Dores traz de Lisboa a imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança para a capela. O templo e a Santa são batizados a 8 de setembro do ano de 1860 pelo Pe. Miguel Fernandes Alves, vigário da freguesia de Barras.
Nos anos seguintes, entre 1861 e 1877 chegam novos moradores que edificaram residências em terras de Nossa Senhora da Boa Esperança, entre eles: José Ribeiro Sampaio, Clarindo Lopes Castelo Branco, Manuel Bitencurt, Antônio Florêncio Ramos e Gonçalo José Leite que acentuaram o progresso com o cultivo de lavouras e a criação de gado.
No início deste século chegaram ao povoado os irmãos Lages, Manoel, Patriotino e Gervásio Lages Rebêlo que, implorando o ramo de comércio, acentuaram o progresso do povoado que pertencia ao município de Barras do Marataoã.
3.2 – Elevação à categoria de vila
O povoado Retiro da Boa Esperança foi elevado à categoria de vila pelo Decreto Lei Estadual n°970 de 25 de junho de 1920, do Interventor do Estado do Piauí, Dr. Eurípedes Clementino de Aguiar. A 28 de setembro do mesmo ano, o Dr. Nilo de Morais, juiz distrital de Piracuruca, instalou oficialmente a vila, dando posse aos funcionários entre pomposos festejos.
Em virtude do Decreto Lei Estadual de n° 1.279 de 26 de junho de 1931, a autonomia do município foi suprimida, sendo seu território anexado ao de Barras, até a vigência do Decreto Lei Estadual n° 1.575 de 17 de agosto de 1934, que restaurou a sua autonomia.
3.3 – Elevação à categoria de cidade
A progressista Vila da Boa Esperança foi elevada à categoria de cidade pelo Decreto Lei Estadual n° 147 de 15 de dezembro de 1938, do então governador do Estado Leônidas Castro Melo. Sua instalação ocorreu oficialmente a 1º de janeiro do ano de 1939 em sessão solene de inauguração do quadro territorial da República, para o qüinqüênio de 1939-1943. Inaugurou-se também, nesta data, a ponte de madeira sobre o riacho do Bebedouro e, à noite, ocorreu festa pomposa no Cassino Esperantina.
Pelo Decreto Lei Estadual n° 754 de 30 de dezembro de 1943, o topônimo Boa Esperança, que também era dado a outro município brasileiro, foi mudado para Esperantina, nome dado em homenagem á padroeira do município, Nossa Senhora da Boa Esperança.
3.4 – A criação do termo e da comarca
O Decreto Lei Estadual de nº 970 de 25 de junho de 1920, que elevou o Retiro da Boa Esperança a vila, criou o termo judiciário, sendo anexado à comarca de Piracuruca. Em virtude do Decreto Lei Estadual de nº 1.041 de 18 junho de 1920, seu termo judiciário voltou a pertencer a Barras, até a criação de sua comarca pelo Decreto Lei Estadual nº 1400 de 24 de janeiro de 1937, quando Boa Esperança passou o termo judiciário independente.





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