16 abril 2011

Marquinho Fez a doação ''Boi Brilho da Noite '' Para Chico Museu

UM POUCO DA HISTÓRIA DO BUMBA-MEU-BOI NO BRASIL
         A cultura do Boi Bumbá

Mário de Andrade definiu o bumba-meu-boi como a "mais estranha, original e complexa de nossas danças dramáticas". Como dança dramática entende-se a forma genérica com que se designam os grandes bailados populares que se baseiam num assunto e têm, na sua maioria, partes faladas e representadas, contando uma ou várias histórias muitas vezes improvisadas.
Originário das últimas décadas do século XVIII, quando era representado por escravos e agregados de fazendas e engenhos, o bumba-meu-boi nasceu no litoral nordestino, irradiando-se depois para o interior do país levando esta mistura cultural dos brancos, através do enredo da festa, dos negros, que acrescentaram elementos rítmicos e dos índios, que emprestaram suas danças. O bumba-meu-boi traz consigo toda uma significação estética e social do Brasil e foi evoluindo no tempo, incorporando sempre novos elementos, mas mantendo o seu esquema básico em diversas regiões do Brasil, sobretudo no interior do Nordeste.
O dramatização tem como principal personagem o boi, que é representado por uma armação leve feita de vime, corda ou cipó coberta por um pano com uma cabeça de papelão ou osso, conduzida por um homem em seu interior. O bailado consiste numa sucessão de cenas, muitas vezes improvisadas, alusivas ao animal que é conduzido por dois vaqueiros, sendo ferido de morte por um deles, mas logo depois é ressuscitado. A morte do boi ocorre por causa do desejo de uma escrava de nome Catirina. Grávida e desejosa, revela ao marido e vaqueiro, o Nego Chico, que queria comer a língua do boi mais bonito do seu amo. Após muito relutar, Nego Chico é convencido por Catirina a arrancar a língua do boi que, não suportando o sacrifício, morre. Quando o amo descobre o ocorrido, chama o capataz e manda sindicar. Preso e trazido à presença do amo, ordena que o vaqueiro seja castigado com severas surras e caso este não der conta do boi, vai morrer. Em conseqüência, toda a fazenda é mobilizada para salvar o boi. Para ressuscitar o boi, chamam o doutor, cujos diagnósticos e receitas estapafúrdias ironizam a medicina e sem o efeito desejado. Finalmente, chega o pagé que, através da feitiçaria, consegue ressuscitar o boi. Ressurgido o boi e perdoado o negro, o drama termina numa grande festa cheia de alegria e animação, em que se confundem personagens e assistentes.
O espetáculo se desenrola numa arena, com o público em volta, numa roda que vai se abrindo e fechando em torno dos intérpretes. A representação é acompanhada por músicas tocadas por vários instrumentos e, às vezes, também por um coro de cantadeiras (única função que pode ser desempenhada pelas mulheres). Dos folguedos brasileiros, o Bumba-meu-boi é um dos mais conhecidos e populares. Nos diferentes estados onde ocorre, entre eles Maranhão, Amazonas e Piauí, recebe diversos nomes como Boi-Surubi, Boi-Bumbá, Boi-Zumbi. Em Santa Catarina recebe o nome de Boi-de-Mamão. Ainda leva o nome de Boi-de-Janeiro e Boi-da-Manta em outros regiões do Brasil, como é o caso de Minas Gerais.





                                               Histórico do Boi Brilho Da Noite.
O boi Brilho da Noite nasceu no ano de 2003 no Bairro nova Esperança,cidade de Esperantina piaui, surgiu através de uma troca de uma bicicleta. Marquinho muito interessado em adquerir o boi de pano, deu uma bicicleta em troca do boi.
De lá organizou várias crianças e então nascia  boi formado por crianças e que fez muito sucesso por onde passou. Se apresentou em vários festivais do Estado, já se apresentou em todos os colégios do Município e Região. (.......)
   
             Veja o que  o Marquinho escreveu:

Marquinho assim como é conhecido nos fala porque doou o boi.


''.... quero repassar o boi com muito orgulho e alegria este grande trabalho  ao grande guerreiro Chico museu que foi uma pessoa que me ajudou muito. quero deixar bem registrado que ele mantinha esse nome Brilho da noite em homenagem a minha pessoa e a todos do Bairro Nova Esperança.
   '' .... agradecimentos a todos as que me ajudaram.
 Ex prefeito Felipe Santolia - Ex prefeito Zé ivaldo - Ex Prefeito Chico Antonio - Diretora de Cultura Uana Sara -Ver. timtim - Ver. Paulo Brasil - Toinho Auto Peças - Professor Edmilsom - Postos Boa Vistas - Carlos Augusto -João Maia - Professor Manoel Filho - Professor Bernardo - Professor Leõnidas - Vereadora Luzinete - e de todos que contribuiram para este trabalho. E em especial agradecimentos ao irmão  MARCOS SOUSA DOS SANTOS, EX -BOIEIRO.''

                           JUSTIFICATIVA DA DOAÇÃO DO BOI BRILHO DA NOITE
Na Justificativa da doação do boi o Marquinho nos fala assim:
''.... Boi Brilho Da Noite Esperantina em 16/04/2011


 Oi pessoal que se dedica tanto no evento cultural, eu venho através desta carta dizer que foi muito bom está com voçês este tempo todo. Quero dizer que a minha história com o bumba meu boi foi muito linda, quero dizer que todos que gostaram do boi e da minha pessoa a frente desta cultura que voçês sempre continue gostando porque foi o único boi que fez muito sucesso e com toda certeza irá continuar fazendo com esses novos boeiro e tenho a certeza que jamais o boi vai deixar de existir por que sempre irão se dedicar nesse trabalho.
  
        Resolvir tomar essa atitude porque eu não queria mais brincar o boi e também foi por que eu havia prometido que iria aceitar o Senhor Jesus como o meu Salvador. E essa  foi a minha decisão.


       MEUS IRMÃOS, QUERO QUE CADA UM DE VOÇÊS RESPEITE O MEU MODO DE PENSAR, ANTES QUERO DIZER PARA TODOS VOÇÊS ESSA MENSAGEM.


                ''De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se não conseguir a salvação da sua alma''
Estou feliz porque agora ESTOU COM JESUS.
                                     ASSINA:
                                   MARCOS

Marquinho entrega duas folhas escrita, onde relata o por que da desistencia do Boi Brilho Da Noite


 lMarquinho faz a entrega do boi brilho da noite para o Chico Museu.
Assumo o compromisso de manter viva essa cultura que é nossa




















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