31 março 2011

Entenda Melhor o Assunto das Rádios Comunitárias

Tomando por base a realidade das cidades piauienses Esperantina (36 mil habitantes) e São João da Serra (6 mil), rádio comunitária não é necessidade. Os gigantes donos das mídias estão certos. O povo não fica sem rádio, não. Sempre há uma rádio oficial que a população ouve. Elas tocam música e propaganda o dia todo. Nunca sai do ar. E locutores 'voz bonita' distribuem alô ao povo eternamente. Está tudo muito bem, emocionante. O povo já está bem divertido.
As rádios comunitárias
serão vozes muito polítizadas. Pois não há emissora, igreja, sindicato

apolítico. As rádios oficiais, ao menos, tentam disfarçar suas preferências políticas.

Odeie, porque a liberdade das rádios comunitárias podem se transformar em

libertinagem, independência demais, denúncias demais. Vozes
demais no meio social é
perigoso, fica fora de controle. Isto pode
gerar até uma revolução nos moldes do Egito moderno.

Rádio Comunitária, não. Que a cultura, esporte, ação social sejam divulgadas por carros de som, boca a boca ou em reuniões. As

questões locais não precisam da sintonia de massa (espectro). Se tem o que debater, que o povo organize e reúna-

se em seminários, fóruns, audiências públicas ou mesmo nas esquinas. Mas no rádio, não. Rádio expõe demais.

Rádio Comunitária, não. Que as investigações e denúncias aconteçam somente na câmara
legislativa. E que morram lá.
Quanto à divulgação do pequeno e médio comércio local, não é crucial. As grandes rádios já fazem
o trabalho dos grandes comércios.
Em última opção - sob grande pressão - liberar apenas uma única radcom como é o caso de Esperantina e seus 40 mil habitantes.

Em tempo: rádios comunitárias, não. Devem ser chamadas de rádio pirata. Comunitária é coisa

de povo e pirata, de pirataria, de bandido.

Rádio, questão dominada. Meu pavor agora é a coisa transmitida

pela internet. Credo em cruz! No Egito teve até morte!!

fonte: Vereador Paulo Brasil

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